Sonho com tantas coisas simples e diversas vezes já me refugiei da realidade nesses "lugares" criados pela vontade e pela imaginação. É lá que apenas o Bom e o Belo existem e a miséria, o desrespeito, a ignorância, o preconceito e a maldade deixam de ter vez.
Levo também pra esse mundo as músicas, porque acredito que elas são uma forma de ligação com O Mundo Superior, seja ele como quer que você o imagine. Ah, as músicas das quais falo são as que tocam a alma, as que já existiam antes que alguém as "percebesse" e as tocasse; você reconhece essas músicas? elas te falam ao espírito e ao coração? se sim, então somos iguais; se não, bem, o mundo é feito de diferenças!!

domingo, 24 de julho de 2011

Amo Música Antiga!

           Claro que também amo as atuais, mas certas canções, feitas há décadas, ou melhor ainda, no século passado, são maravilhosas! Acho que todo mundo conhece grupos como The Platters e Beatles e cantores como Nat King Cole, Louis Armstrong,  Frank Sinatra, Elvis e, claro, Jackson 5 de onde saiu Michael Jackson, isso só pra citar alguns. 
           Os estilos musicais eram dos mais variados, rock, pop, baladas, black music. São músicas fortes e eternas. Sei que todos temos nossos diferentes gostos musicas, mas acho que certas canções independem de gostos, elas são universalmente perfeitas.  Passo horas escutando e continuo me impressionando com a qualidade dessas canções, algumas me fazem "lembrar" e ter saudade de um momento que não vivi, mas que é bem real; como posso ter saudade de um momento que não foi meu? Essas músicas conseguem fazer com que muitas pessoas se sintam exatamente assim, é a magia, o encantamento com que elas transformam a realidade, o tempo.
          Dos que mencionei um dos grupos mais antigos é The Platters, criado em 1953, eu simplesmente amo as suas composições, quando escuto me sinto transportada pra aquela época, é como mágica, é só fechar os olhos e viajar no tempo e no espaço. Só pra citar, alguns dos sucessos desse grupo são: "Only You", "My Prayer", "The Great Pretender", " The Magic Touch", "You’ll Never Know", todas lindas.
          Elvis Presley tinha um timbre de voz que o destacava dos outros músicos populares, ele foi avaliado como o melhor cantor popular do século XX, e não é exagero, basta ouvir uma canção dele hoje e a gente percebe como ele era melodioso, até falando parecia cantar. Além desse imenso talento ainda atuava e dançava. Quem assistiu Forrest Gump - O contador de histórias  viu quem o ensinou a dançar tão bem... Em Joshua Tree, um dos DVDs do U2 (Uma banda que não é tão antiga mas que também amo!) eles fazem uma visita a Graceland, acho emocionante essa visita, um grupo que é cada vez mais adorado pelo público também é fã do Rei do Rock. E qual a mais bela canção de Elvis? eu sinceramente não consigo escolher.


          Não tem como falar de Elvis e não falar dos Beatles, afinal eles dividiram uma época e os fãs. Foi o grupo musical mais bem sucedido comercialmente, tanto é que a popularidade deles foi batizada de Beatlemania. São tantas as canções desse grupo que até hoje estão fixas na lembrança, adoro "Twist and shout ", "Let it be", "Yesterday",  "Hey Jude", "Michelle", entre várias outras. Mas em 1970 "o sonho acabou".


         O que dizer do garoto e do homem Micheal Jackson? Aquele garotinho que cantava no Jackson 5 junto com os irmãos aos 11 anos de idade e era a estrela do grupo se tornou mais tarde um recorde de vendas, ele era cantor, compositor e dançarino e era perfeito em tudo que fazia. Dos seus 51 anos de vida, 40 foram de sucesso mundial e 41 de suas canções chegaram ao topo do sucesso. O King of  Pop criou uma cultura própria que conquistou milhões de pessoas ao longo de sua carreira e que até hoje está presente no cenário musical.
         São canções que tocam tão fundo, esses músicos deviam conhecer uma forma diferente de expor os pensamentos e tornar suas composições parte da essência do mundo, assim como o ar. Se não conheciam tiveram a inspiração necessária e conseguiram traduzir em palavras os mais sutis sons.
         Agora é hora de "viajar" com a música ...

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         Uma maravilhosa semana a todos! Beijos!!!

domingo, 17 de julho de 2011

O Gênio, o Cavalheiro, o Cavaleiro e o Vagabundo!

           Este post é uma singela homenagem a Charles Spencer Chaplin, um homem de origem humilde que com seu esforço, talento e criatividade nos deixou uma mensagem de amor, liberdade e esperança.  Ele foi ator, diretor, produtor, comediante, dançarino e músico. Meu primeiro contato com a obra de Chaplin foi por volta dos 10 anos de idade, assistindo uma série de filmes mudos na TV, ainda lembro da melancolia que senti no final de "O Garoto", essas marcas ficam por toda a vida.          
         Será que há alguém que, pelo menos, não tenha ouvido falar em Charles Chaplin? Eu, particularmente, amo esse gênio que inspirou e transformou o cinema. Carlitos é a maior criação com que a Sétima Arte foi presenteada, esse eterno "Vagabundo" que encantou, arrancou risadas e fez chorar sem dizer nem mesmo uma palavra, está presente até hoje em imitações e homenagens por todo o mundo. Já me perguntei muitas vezes se Chaplin tinha idéia do quanto esse personagem marcaria a sua vida, mas tendo ou não, com certeza Carlitos superou as suas expectativas. Hoje é impossível pensar no homem sem lembrar do personagem.
          Chaplin,  franzino, de aparência frágil, é um dos monstros que surgiu no mundo com uma missão. A dele foi a de encantar, de fazer sonhar, de tirar suspiros e lágrimas com apenas uma mímica, um olhar, um andar. Carlitos nasceu e criou vida própria, digamos que, por "acaso". Em um dos primeiros filmes protagonizados por  Chaplin, “Corridas de automóveis para meninos”, (1914), o produtor disse que ele se vestisse de uma forma diferente dos moldes, de uma forma engraçada. Chaplin, então lembrou dos ingleses que ele observava durante a infância: bigodinhos pretos, roupas apertadas e a bengala. Assim nasceu a carreira do personagem que possuia as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro. Aquele famoso andar com os pés para os lados é inesquecível, a bengala girando nas mãos, o chapéu coco na cabeça, quantas vezes em outros filmes não vimos essa cena copiada por outros artistas? 


           Na era do cinema mudo ele criou sonhos que converteu em luz para as telas, como "O Garoto" de 1921, “Em Busca do Ouro” (1925), “Luzes da Cidade” (1931) e “Tempos Modernos” (1936). Ele esteve presente com seus filmes nos períodos das duas Grandes Guerras, trazendo um pouco de risos e alívio num mundo de caos. Em 1940 "morre" Carlitos,  afinal com o cinema falado O Vagabundo perdeu espaço e renasceu Chaplin com o "O Grande Ditador" que foi um ato de rebeldia contra Hitler, Mussolini e o que eles representavam. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto por ridicularizar o nazismo como por mostrar de forma ostensiva a perseguição aos judeus. 
          O Grande Ditador traz, ainda, O Último Discurso, que é uma mensagem linda (vindo de Chaplin é redundância falar "linda", mas falei assim mesmo!) de esperança e de solidariedade, nessa mensagem ele faz uma homenagem a sua mãe, que se chamava Hannah, esse é o último parágrafo:
"Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!".

           Chaplin foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro e Melhor Ator pelo filme "O Grande Ditador", e novamente por Melhor Roteiro em "Monsieur Verdoux" em 1948. Mas ele tinha um certo desprezo pelos Oscars; ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. "Luzes da Ribalta", de 1952, deu a Chaplin o Oscar de melhor Trilha Sonora, mas apenas 20 anos depois, graças a perseguições políticas. Chaplin saiu de seu exílio para receber esse prêmio, mais do que justo embora tardio, junto com o Oscar ele recebeu a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração de dez minutos. Sir Charles Chaplin morreu, dormindo, no dia 25 de dezembro de 1977. Esse gênio do cinema deixou um legado impressionante para o mundo, a beleza, a inteligência e a sensibilidade de sua obra dificilmente vão ser superadas.
           Sinceramente não sei qual de seus filmes é o melhor, amo todos, mas sem dúvida uma das mais belas canções do cinema foi feita por Chaplin e é tocada no final do filme "Tempos Modernos". Postei esse vídeo que traz cenas de vários de seus filmes e, ao fundo, a música Smile.
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          Beijos e uma maravilhosa semana, cheia de.....sorrisos.

Quero aproveitar pra divulgar um Blog que acabou de nascer, é o Contosencantosdealex.blogspot.com , magia, história medieval, lendas e lindas surpresas. Li e amei!

domingo, 10 de julho de 2011

The Phantom

          Eu estava sem nenhuma inspiração ultimamente, sem um tema sobre o qual escrever, então hoje resolvi assistir meu musical preferido pela enésima vez (sério, já perdi as contas de quantas vezes o assisti), ahhh, a emoção e o encantamento são os mesmos de sempre, acho que um bom filme faz isso com a gente, pelo menos comigo, vivencio cada cena, cada música, mas continuo sem aceitar a decisão da protagonista....Sei que já falei sobre The Phantom em outro post, mas foi um comentário rápido, uma pincelada, convenhamos, esse filme merece um post só pra ele, rsrsrs.
         Já assisti 3 refilmagens de O Fantasma da Ópera, mas a de Joel Schumacher supera todas as outras, a beleza, a sensibilidade, a harmonia, as músicas do maestro Andrew Lloyd Webber e, claro, a performance de Gerard Butler (não poderia deixar de citá-lo) fazem desse filme um hino de amor, um amor não correspondido, sofrido e envolvido em ódio, mas dá pra entender muito bem os motivos que levaram o Erik a ser como ele é, acho que seres humanos normais, os que estão longe de ser um Chico Xavier, agiriam como ele agiu. Abandonado pela mãe ao nascer, tratado como um animal num circo, uma vida inteira de solidão e sofrimento, só mesmo o amor poderia resgatar o seu lado bom.


        E é a busca por esse amor que torna The Phantom maravilhoso, o amor de Christine, o sonho de ter uma vida normal ao lado da mulher que ama. Sei que esse tema é corriqueiro, até banal, mas olhando cada uma das tramas e armadilhas criadas pelo Fantasma dá pra perceber o quanto é grandioso o seu amor e que ele vive apenas na esperança de tê-la um dia. Sei que esse (louco) sentimento não justifica as mortes praticadas, com exceção do espancador do circo todas as outras seriam desnecessárias, mas a liberdade da arte, em alguns casos, se faz mais necessária que a sensatez. 
        Embora não concorde com a escolha de Christine reconheço que entre o amor pueril que ela tem por Raoul e a paixão hipnótica que Erik provoca, é mais seguro ficar com a primeira opção, é um futuro previsível o que ela escolhe, sem riscos, sem dramas maiores que os da vida normal. Raoul e Erik são os opostos, o bem e a sombra, o claro e o escuro, o príncipe em seu cavalo branco e o algoz. A escolha por Erik exigiria dela a perda da infantilidade, a perda do mundo que ela considera ideal, com ele ela não teria a segurança trazida com a rotina. Quando ele diz: Christine, I Love You ele está pedindo ajuda, aquela frase leva com ela sua última esperança de sair da solidão.
         A cena em que ela vai embora com Raoul e olha para traz deixa claro, pra mim, a incerteza na escolha feita. Mas nesse instante Erik já foi resgatado do seu lado sombrio, naquele momento em que ele está novamente sozinho é como se um novo homem nascesse, apenas o gênio saiu do mundo subterrâneo onde ele passou a maior parte da vida, deixando para traz a perversidade e o lado animal. 
         Gosto de imaginar que o caminho encontrado por ele foi de redenção, de prática de sua genialidade, mesmo sabendo que ele continuou se escondendo nas sombras, tanto da nova vida quanto do passado e que seu amor continuou vivo e forte pela Viscondessa. Então é nessas horas que recorro ao "Erik" de Rosane, nele meus anseios por um futuro mais digno ganham forma, se tornam palpáveis e o passado sombrio e de lágrimas dão lugar ao futuro de amor e possibilidades que ele fez por merecer.
         Deixo pra vocês uma das cenas que amo no filme, mas que, infelizmente, foi retirada.



           Léia amiga, cumpri minha promessa, rsrsrs. Uma excelente semana a todos e Beijosss!!

       Gostou do que leu? Então comente; se não gostou, critique. Fique à vontade.

                                                                                            Nadja