Sonho com tantas coisas simples e diversas vezes já me refugiei da realidade nesses "lugares" criados pela vontade e pela imaginação. É lá que apenas o Bom e o Belo existem e a miséria, o desrespeito, a ignorância, o preconceito e a maldade deixam de ter vez.
Levo também pra esse mundo as músicas, porque acredito que elas são uma forma de ligação com O Mundo Superior, seja ele como quer que você o imagine. Ah, as músicas das quais falo são as que tocam a alma, as que já existiam antes que alguém as "percebesse" e as tocasse; você reconhece essas músicas? elas te falam ao espírito e ao coração? se sim, então somos iguais; se não, bem, o mundo é feito de diferenças!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Elvis não morreu!"


            Gostaria de ter tido tempo pra preparar algo que realmente homenageasse o Rei, mas com o corre corre da vida é tão complicado...
        Gente, para os que não sabem (ou porque não gostam ou por qualquer outro motivo) hoje – dia 16 de agosto de 2011 – faz 34 anos da passagem de Elvis Aaron Presley para o outro lado, 34 anos!!!! Já ouvi muitos dizerem “Elvis não morreu” e concordo plenamente com essa frase, afinal como ele pode ter morrido se suas músicas continuam sendo tocadas e continuam a emocionar milhares de pessoas pelo mundo? como ele pode ter morrido se seus discos continuam a ser vendidos aos montes?
             Elvis Presley, Elvis The Pelvis ou o Rei do Rock possuia uma das mais belas e completas vozes do século XX, ele era barítono, baixo e tenor. Sua versatilidade musical era (ou é?) indiscutível, ele conseguia interpretar suas canções com tanta sensibilidade, tanta doação; sempre procuro vídeos dele disponíveis no youtube e me emociono com cada um deles, com a gritaria das fãs (se eu tivesse estado lá também teria gritado muiiito!), com o carinho com que ele trata o público (realmente não acho que ele morreu, sempre uso o verbo no presente), a atenção que ele dedica aos músicos que o acompanham, ele É um exemplo de respeito e carinho. Como se não bastasse ainda foi e continua sendo um dos mais belos homens que já habitou esse planeta.
         Além de seu dom para a música ele ainda atuou como ator em  musicais, faroeste, drama e comédia romântica, tudo isso no período entre 1960 e 1965, os roteiros dos filmes não eram satisfatórios, porém os críticos reconheceram a versatilidade de Elvis, tendo assim recebido elogios. Seus filmes foram sucesso no mundo inteiro e dentre eles um é elogiado até hoje em dia: Viva Las vegas. 
          Nem só pobres mortais idolatraram Elvis, entre seu séquito de fãs estavam:
Bruce Springsteen, que pulou o muro de Graceland em 1976;
Jerry Lee Lewis, que entrou na casa de Elvis com uma pistola na mão também em 1976, de brincadeirinha, e foi preso;
Jonh Lennon, que disse : "Sei que Paul, Ringo e George estavam tão nervosos como eu ali na presença do rei"... "Aquele era o cara que tínhamos mitificado durante anos. No entanto, Elvis fez o possível para que nos sentíssemos em casa";  
Bono Vox "Era uma personalidade quase que Shakespeariana. Para mim, a música corria em seu sangue. Todos nós temos um pouco de Elvis na mente ou no corpo!"
Eddie Murphy: "Este é meu ídolo, Elvis Presley. Ele é o maior artista que ja existiu. Acredito que é por causa de sua presença. Quando Elvis Presley entrava na sala, Elvis Presley entrava na sala. Não interessa quem estava na sala, Bogart, Marilyn Monroe."
Mick Jagger: " Ninguém, mas ninguém, nunca, se igualará a ele. Ele era supremo. " 
Bob Dylan: "Quando eu ouvi a voz de Elvis pela primeira vez eu sabia que não ia trabalhar para ninguém e ninguém seria meu chefe. Ele é o deus supremo do rock and roll hoje. Ouvir Elvis e como escapar da prisão. Eu agradeço à Deus por Elvis Presley."
Madonna: "QUERO SER COMO ELVIS PRESLEY - IMORTAL!!!!!" 
          Mesmo esses artistas que tanto nos encantam, dentre vários outros que deixei de citar, adoravam Elvis, ele não era apenas mais um cantor, ele era O cantor, era aquele que todos queriam ser, no qual muitos se espelharam...ele não morreu, como disse Madonna "Ele é imortal", porque enquanto uma música sua for ouvida, enquanto uma pessoa lembrar de sua voz e de seu carisma ele estará presente. Então hoje, 16 de agosto, pode ser lembrado como o dia em que o Rei do Rock foi cantar em outras esferas, talvez bem melhores que a nossa!

 
       Beijos a todos!!!!



           

domingo, 14 de agosto de 2011

Um Maravilhoso Dia dos Pais!

            Feliz Dia dos Pais a todos os papais!!!
        Como todas as datas comemorativas esse dia não podia ser diferente né? Essa comemoração teve origem na Babilônia, há mais de 4 mil anos (não imaginava que pudesse ser tão antiga!!!), um rapaz criou o primeiro cartão (em argila) desejando sorte, saúde e longa vida a seu pai. Naquela época os motivos eram totalmente desvinculados dos fatores comerciais, mas o tempo muda tudo, e como as outras datas, temos hoje em dia o verbo comprar como grande incentivador do dia que deveria ser movido por puro amor e carinho. Mas claro que podemos simplesmente dar um grande abraço, um beijo e desejar toda a felicidade do mundo a esse ser que nos pôs na terra, mas vamos e convenhamos, com a cultura em massa da comercialização, a TV mostrando a todo instante artigos como camisas, Ipod, eletrônicos em geral e outras coisitas mais caras, a gente se sente até desnaturado de chegar sem ter nenhum objeto palpável nas mãos...
         A implementação da data no Brasil é atribuída ao jornalista Roberto Marinho (tão bonzinho, rsrsrsr), que viu uma oportunidade para incentivar as vendas do comércio e, consequentemente, do seu jornal. Para o comércio essas datas são maravilhosas, nós acabamos por esquecer que amor não se compra, não se retribui com dinheiro ou valores materiais; amor se retribui com amor, com compreensão, com gentileza, com afago, com sentimentos puros e verdadeiros que não são encontrados dentro de uma loja de shopping em uma caixa com papel de embrulho vistoso e um laço de fita.
         Mas depois de todo esse discurso tenho que admitir que o presente de meu pai já está comprado há uma semana, afinal o bombardeio de Tvs e rádios, os outdoors, as conversas nos corredores, tudo isso faz uma tremenda lavagem cerebral e eu acabaria por me sentir uma filha desnaturada se chegasse apenas com um abraço.
         Mas esse post é para fazer uma homenagem a todos os pais, a todos os filhos e filhas que estão com seus pais ou que hoje sentem a saudade mais forte por não mais poderem estar a seu lado, para todos aqueles que sabem o verdadeiro motivo desse dia. Desejo sinceramente que ele possa vir repleto de alegrias, comunhão, abraços, beijos e até lágrimas, por quê não? lágrimas de agradecimento, de lembranças boas, de felicidade e de saudade. 


        Eu não poderia deixar de colocar uma música, é o Toquinho cantando " O Filho Que eu Quero Ter". Beijos!!!!




domingo, 7 de agosto de 2011

Nosso País é Musical!

          Dia desses percebi (sabe olhar e não enxergar?) como o Brasil é rico em gêneros musicais, é bem óbvio eu sei, mas nunca havia parado pra racionalizar esse assunto, tem músicas pra todos os gostos e todas elas são perfeitas no que trazem, o Samba, o Choro, a Bossa Nova, a MPB, o Pagode, o Frevo, isso só falando em alguns gêneros da segunda metade do século XX, porque se a gente voltar mais no tempo.... é assunto pra outro post.
        Quem nunca ouviu falar de sambistas como Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha? Mesmo quem não sabe que músicas foram feitas por esses homens com certeza já cantarolou alguma que nem sabe que é deles. Acho que todo mundo conhece, na voz de outros cantores "As Rosas Não Falam", de Cartola, "Com Que Roupa?" de Noel Rosa e "Rosa" de Pixinguinha, que Marisa Monte canta divinamente. A Bossa Nova, que se originou do samba, é outro estilo maravilhoso, cantada por João Gilberto, Tom Jobim, o Poetinha. O marco inicial desse estilo se deu em 1958, quando João Gilberto tocou "Chega de Saudade" com uma batida diferente de violão.  A MPB, como forma abrangente, surgiu ainda no período colonial do Brasil, era a mistura de nossas raízes musicais, mas a MPB como conhecemos hoje foi criada em 1966(e eu amoooo), com a segunda geração da Bossa Nova, que já estava passando por um declínio.
          De um ponto a outro do país nossa diversidade musical é surpreendente, o Frevo, cantado no Recife e Olinda, é mesmo de ferver, que foi o verbo que deu origem ao termo. Músicas como "Frevo" que Chico Buarque canta tão bem, "Frevo nº 1 do Recife" que na voz de Maria Betânia é um sonho, quando ela começa com "Ai, ai saudade...." dá realmente uma saudade de algo não vivido, ou quem sabe vivido e esquecido.
          Gente, o Brasil é o país da música, da boa música, a sensibilidade de nossos compositores e cantores é muito grande. Não canso de ouvir Lenine, Raul Seixas, Emílio Santiago, Oswaldo Montenegro, Milton, Elba ramalho, Zé ramalho, Renato Russo, ufa, enfim, são tantos que a lista ficaria imensa. Minha querida Ana citou num comentário no post anterior: "porque ele(a) já deixou o palco? E aquela música que eu ainda queria ouvir?" Dos que ainda estão conosco podemos esperar novos trabalhos a qualquer instante, como o novo CD do Chico que tem 8 canções inéditas (Fico imaginando como ele -Chico Buarque- mesmo depois de tantas criações musicais maravilhosas ainda consegue colocar a alma no seu trabalho!) mas compositores que já se foram como Renato, Raul Seixas e Gonzaguinha nunca mais nos darão o presente de suas criações "e aquela música que eu ainda queria ouvir?????"


          E se? E se? E se ao invés de terem seguido essa carreira tivessem feito qualquer outra coisa? Não consigo me imaginar sem cantarolar "Sangrando", "Caminhos do Coração", "Tente Outra Vez", "Maluco Beleza", "Metal Contra as Nuvens", "Índios", "Leão do Norte", "Fim de Jogo" e tantas outras músicas brasileiras que seja em um ou outro estado de espírito sempre conseguem tocar o coração. Às vezes basta ouvir o início de "O Livro dos Dias" do Renato e as lágrimas teimam em cair, outras vezes essa mesma música traz o pensamento: Ele era um gênio! Já o Raul era aquele Maluco que conseguia, com suas letras, tão diferentes umas das outras, falar de amor, medo, traição, felicidade e infelicidade, todos sentimentos puramente humanos, então ele não tinha nada de maluco, era bem mais normal do que queria parecer. Ouvir o Lenine cantando "Leão do Norte" tira qualquer um da depre, dá vontade de tirar os móveis da frente e sair rodopiando pela casa, é uma daquelas músicas que fazem com que os pés tenham vontade própria. Não posso falar em Lenine e esquecer Antônio Nóbrega (que também adorooo), músico com formação clássica, discípulo de Ariano Suassuna, violinista do Quinteto Armorial, ele conseguiu reunir arte popular com sofisticação, pra mim é outro gênio, sei que poucos o conhecem mas tenho certeza de que quem se der ao trabalho de ouvi-lo cantar vai também amar esse compositor, dançarino e ator que tanto lembra Chaplin.
        Vou deixar o Lenine cantando Leão do Norte, que é o "Hino" não oficial de Pernambuco. Beijosss e uma semana maravilhosa e cheia de ritmos.


        
         
          

domingo, 24 de julho de 2011

Amo Música Antiga!

           Claro que também amo as atuais, mas certas canções, feitas há décadas, ou melhor ainda, no século passado, são maravilhosas! Acho que todo mundo conhece grupos como The Platters e Beatles e cantores como Nat King Cole, Louis Armstrong,  Frank Sinatra, Elvis e, claro, Jackson 5 de onde saiu Michael Jackson, isso só pra citar alguns. 
           Os estilos musicais eram dos mais variados, rock, pop, baladas, black music. São músicas fortes e eternas. Sei que todos temos nossos diferentes gostos musicas, mas acho que certas canções independem de gostos, elas são universalmente perfeitas.  Passo horas escutando e continuo me impressionando com a qualidade dessas canções, algumas me fazem "lembrar" e ter saudade de um momento que não vivi, mas que é bem real; como posso ter saudade de um momento que não foi meu? Essas músicas conseguem fazer com que muitas pessoas se sintam exatamente assim, é a magia, o encantamento com que elas transformam a realidade, o tempo.
          Dos que mencionei um dos grupos mais antigos é The Platters, criado em 1953, eu simplesmente amo as suas composições, quando escuto me sinto transportada pra aquela época, é como mágica, é só fechar os olhos e viajar no tempo e no espaço. Só pra citar, alguns dos sucessos desse grupo são: "Only You", "My Prayer", "The Great Pretender", " The Magic Touch", "You’ll Never Know", todas lindas.
          Elvis Presley tinha um timbre de voz que o destacava dos outros músicos populares, ele foi avaliado como o melhor cantor popular do século XX, e não é exagero, basta ouvir uma canção dele hoje e a gente percebe como ele era melodioso, até falando parecia cantar. Além desse imenso talento ainda atuava e dançava. Quem assistiu Forrest Gump - O contador de histórias  viu quem o ensinou a dançar tão bem... Em Joshua Tree, um dos DVDs do U2 (Uma banda que não é tão antiga mas que também amo!) eles fazem uma visita a Graceland, acho emocionante essa visita, um grupo que é cada vez mais adorado pelo público também é fã do Rei do Rock. E qual a mais bela canção de Elvis? eu sinceramente não consigo escolher.


          Não tem como falar de Elvis e não falar dos Beatles, afinal eles dividiram uma época e os fãs. Foi o grupo musical mais bem sucedido comercialmente, tanto é que a popularidade deles foi batizada de Beatlemania. São tantas as canções desse grupo que até hoje estão fixas na lembrança, adoro "Twist and shout ", "Let it be", "Yesterday",  "Hey Jude", "Michelle", entre várias outras. Mas em 1970 "o sonho acabou".


         O que dizer do garoto e do homem Micheal Jackson? Aquele garotinho que cantava no Jackson 5 junto com os irmãos aos 11 anos de idade e era a estrela do grupo se tornou mais tarde um recorde de vendas, ele era cantor, compositor e dançarino e era perfeito em tudo que fazia. Dos seus 51 anos de vida, 40 foram de sucesso mundial e 41 de suas canções chegaram ao topo do sucesso. O King of  Pop criou uma cultura própria que conquistou milhões de pessoas ao longo de sua carreira e que até hoje está presente no cenário musical.
         São canções que tocam tão fundo, esses músicos deviam conhecer uma forma diferente de expor os pensamentos e tornar suas composições parte da essência do mundo, assim como o ar. Se não conheciam tiveram a inspiração necessária e conseguiram traduzir em palavras os mais sutis sons.
         Agora é hora de "viajar" com a música ...


         Uma maravilhosa semana a todos! Beijos!!!

domingo, 17 de julho de 2011

O Gênio, o Cavalheiro, o Cavaleiro e o Vagabundo!

           Este post é uma singela homenagem a Charles Spencer Chaplin, um homem de origem humilde que com seu esforço, talento e criatividade nos deixou uma mensagem de amor, liberdade e esperança.  Ele foi ator, diretor, produtor, comediante, dançarino e músico. Meu primeiro contato com a obra de Chaplin foi por volta dos 10 anos de idade, assistindo uma série de filmes mudos na TV, ainda lembro da melancolia que senti no final de "O Garoto", essas marcas ficam por toda a vida.          
         Será que há alguém que, pelo menos, não tenha ouvido falar em Charles Chaplin? Eu, particularmente, amo esse gênio que inspirou e transformou o cinema. Carlitos é a maior criação com que a Sétima Arte foi presenteada, esse eterno "Vagabundo" que encantou, arrancou risadas e fez chorar sem dizer nem mesmo uma palavra, está presente até hoje em imitações e homenagens por todo o mundo. Já me perguntei muitas vezes se Chaplin tinha idéia do quanto esse personagem marcaria a sua vida, mas tendo ou não, com certeza Carlitos superou as suas expectativas. Hoje é impossível pensar no homem sem lembrar do personagem.
          Chaplin,  franzino, de aparência frágil, é um dos monstros que surgiu no mundo com uma missão. A dele foi a de encantar, de fazer sonhar, de tirar suspiros e lágrimas com apenas uma mímica, um olhar, um andar. Carlitos nasceu e criou vida própria, digamos que, por "acaso". Em um dos primeiros filmes protagonizados por  Chaplin, “Corridas de automóveis para meninos”, (1914), o produtor disse que ele se vestisse de uma forma diferente dos moldes, de uma forma engraçada. Chaplin, então lembrou dos ingleses que ele observava durante a infância: bigodinhos pretos, roupas apertadas e a bengala. Assim nasceu a carreira do personagem que possuia as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro. Aquele famoso andar com os pés para os lados é inesquecível, a bengala girando nas mãos, o chapéu coco na cabeça, quantas vezes em outros filmes não vimos essa cena copiada por outros artistas? 


           Na era do cinema mudo ele criou sonhos que converteu em luz para as telas, como "O Garoto" de 1921, “Em Busca do Ouro” (1925), “Luzes da Cidade” (1931) e “Tempos Modernos” (1936). Ele esteve presente com seus filmes nos períodos das duas Grandes Guerras, trazendo um pouco de risos e alívio num mundo de caos. Em 1940 "morre" Carlitos,  afinal com o cinema falado O Vagabundo perdeu espaço e renasceu Chaplin com o "O Grande Ditador" que foi um ato de rebeldia contra Hitler, Mussolini e o que eles representavam. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto por ridicularizar o nazismo como por mostrar de forma ostensiva a perseguição aos judeus. 
          O Grande Ditador traz, ainda, O Último Discurso, que é uma mensagem linda (vindo de Chaplin é redundância falar "linda", mas falei assim mesmo!) de esperança e de solidariedade, nessa mensagem ele faz uma homenagem a sua mãe, que se chamava Hannah, esse é o último parágrafo:
"Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!".

           Chaplin foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro e Melhor Ator pelo filme "O Grande Ditador", e novamente por Melhor Roteiro em "Monsieur Verdoux" em 1948. Mas ele tinha um certo desprezo pelos Oscars; ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. "Luzes da Ribalta", de 1952, deu a Chaplin o Oscar de melhor Trilha Sonora, mas apenas 20 anos depois, graças a perseguições políticas. Chaplin saiu de seu exílio para receber esse prêmio, mais do que justo embora tardio, junto com o Oscar ele recebeu a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração de dez minutos. Sir Charles Chaplin morreu, dormindo, no dia 25 de dezembro de 1977. Esse gênio do cinema deixou um legado impressionante para o mundo, a beleza, a inteligência e a sensibilidade de sua obra dificilmente vão ser superadas.
           Sinceramente não sei qual de seus filmes é o melhor, amo todos, mas sem dúvida uma das mais belas canções do cinema foi feita por Chaplin e é tocada no final do filme "Tempos Modernos". Postei esse vídeo que traz cenas de vários de seus filmes e, ao fundo, a música Smile.

          Beijos e uma maravilhosa semana, cheia de.....sorrisos.

Quero aproveitar pra divulgar um Blog que acabou de nascer, é o Contosencantosdealex.blogspot.com , magia, história medieval, lendas e lindas surpresas. Li e amei!

domingo, 10 de julho de 2011

The Phantom

          Eu estava sem nenhuma inspiração ultimamente, sem um tema sobre o qual escrever, então hoje resolvi assistir meu musical preferido pela enésima vez (sério, já perdi as contas de quantas vezes o assisti), ahhh, a emoção e o encantamento são os mesmos de sempre, acho que um bom filme faz isso com a gente, pelo menos comigo, vivencio cada cena, cada música, mas continuo sem aceitar a decisão da protagonista....Sei que já falei sobre The Phantom em outro post, mas foi um comentário rápido, uma pincelada, convenhamos, esse filme merece um post só pra ele, rsrsrs.
         Já assisti 3 refilmagens de O Fantasma da Ópera, mas a de Joel Schumacher supera todas as outras, a beleza, a sensibilidade, a harmonia, as músicas do maestro Andrew Lloyd Webber e, claro, a performance de Gerard Butler (não poderia deixar de citá-lo) fazem desse filme um hino de amor, um amor não correspondido, sofrido e envolvido em ódio, mas dá pra entender muito bem os motivos que levaram o Erik a ser como ele é, acho que seres humanos normais, os que estão longe de ser um Chico Xavier, agiriam como ele agiu. Abandonado pela mãe ao nascer, tratado como um animal num circo, uma vida inteira de solidão e sofrimento, só mesmo o amor poderia resgatar o seu lado bom.


        E é a busca por esse amor que torna The Phantom maravilhoso, o amor de Christine, o sonho de ter uma vida normal ao lado da mulher que ama. Sei que esse tema é corriqueiro, até banal, mas olhando cada uma das tramas e armadilhas criadas pelo Fantasma dá pra perceber o quanto é grandioso o seu amor e que ele vive apenas na esperança de tê-la um dia. Sei que esse (louco) sentimento não justifica as mortes praticadas, com exceção do espancador do circo todas as outras seriam desnecessárias, mas a liberdade da arte, em alguns casos, se faz mais necessária que a sensatez. 
        Embora não concorde com a escolha de Christine reconheço que entre o amor pueril que ela tem por Raoul e a paixão hipnótica que Erik provoca, é mais seguro ficar com a primeira opção, é um futuro previsível o que ela escolhe, sem riscos, sem dramas maiores que os da vida normal. Raoul e Erik são os opostos, o bem e a sombra, o claro e o escuro, o príncipe em seu cavalo branco e o algoz. A escolha por Erik exigiria dela a perda da infantilidade, a perda do mundo que ela considera ideal, com ele ela não teria a segurança trazida com a rotina. Quando ele diz: Christine, I Love You ele está pedindo ajuda, aquela frase leva com ela sua última esperança de sair da solidão.
         A cena em que ela vai embora com Raoul e olha para traz deixa claro, pra mim, a incerteza na escolha feita. Mas nesse instante Erik já foi resgatado do seu lado sombrio, naquele momento em que ele está novamente sozinho é como se um novo homem nascesse, apenas o gênio saiu do mundo subterrâneo onde ele passou a maior parte da vida, deixando para traz a perversidade e o lado animal. 
         Gosto de imaginar que o caminho encontrado por ele foi de redenção, de prática de sua genialidade, mesmo sabendo que ele continuou se escondendo nas sombras, tanto da nova vida quanto do passado e que seu amor continuou vivo e forte pela Viscondessa. Então é nessas horas que recorro ao "Erik" de Rosane, nele meus anseios por um futuro mais digno ganham forma, se tornam palpáveis e o passado sombrio e de lágrimas dão lugar ao futuro de amor e possibilidades que ele fez por merecer.
         Deixo pra vocês uma das cenas que amo no filme, mas que, infelizmente, foi retirada.



           Léia amiga, cumpri minha promessa, rsrsrs. Uma excelente semana a todos e Beijosss!!

       Gostou do que leu? Então comente; se não gostou, critique. Fique à vontade.

                                                                                            Nadja