Sonho com tantas coisas simples e diversas vezes já me refugiei da realidade nesses "lugares" criados pela vontade e pela imaginação. É lá que apenas o Bom e o Belo existem e a miséria, o desrespeito, a ignorância, o preconceito e a maldade deixam de ter vez.
Levo também pra esse mundo as músicas, porque acredito que elas são uma forma de ligação com O Mundo Superior, seja ele como quer que você o imagine. Ah, as músicas das quais falo são as que tocam a alma, as que já existiam antes que alguém as "percebesse" e as tocasse; você reconhece essas músicas? elas te falam ao espírito e ao coração? se sim, então somos iguais; se não, bem, o mundo é feito de diferenças!!

domingo, 26 de junho de 2011

O Presente da Música

            Observando as escrituras e mitologias de todos os povos, elas nos mostram que a música e as demais expressões de arte, foram trazidas aos homens, como eles acreditavam, pelos deuses. Na antiguidade, a música era considerada divina, tinha a finalidade de reverenciar um Ser Supremo e elevar a alma humana às alturas das esferas espirituais. Com o passar do tempo a arte, que antes era sagrada, saiu da limitação dos templos e foi absorvida pelas massas, mas passou a refletir todos os tipos de instintos, fossem bons ou não, anseios embrutecidos e a ambição pelo lucro e a fama.
         Hoje sabemos que a influência da música atua constantemente sobre nós, acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração; relaxando ou irritando os nervos (e algumas conseguem irritar bastante); influindo na pressão sanguínea e no ritmo da respiração, exercendo alterações sobre os processos intelectuais e mentais. A música também influi no caráter do indivíduo. Os diferentes tipos de música nos levam a adotar comportamentos mentais e emocionais específicos. Se essas emoções são boas, são o efeito dela e a harmonia que sentimos ao ouvi-la é, em si mesma, o retrato de quanto essa composição nos fala ao coração. Se não, o resultado é o aumento da irritação ou, pior ainda, de uma violência contida que explode por qualquer motivo. Mas claro que cada um de nós reage de forma diferente a cada música, não importa o quanto possamos ser parecidos ou amigos, com certeza uma música que me arrebata e emociona a outra pessoa vai parecer monótona e sem sentido.
        O Professor e Musicoterapeuta Hal A. Lingerman, autor de "As Energias Curativos da Música" (que pretendo ler em breve), diz que a música certa pode aumentar a vitalidade física, diminuir as tensões e despertar a criatividade do ser humano. Ele cita diversos compositores como Bach, Vivaldi, Chopin, Beethoven e Handel. Sempre fui fascinada pelo trabalho desses homens que marcaram e transcenderam sua época. Uma das obras mais belas e conhecidas do mundo foi composta por Handel em 1741. Por 3 semanas esse compositor ficou trancado em sua casa, em estado febril, sendo "presenteado" com "Messias", tendo declarado publicamente "ter visto a hoste dos anjos que o inundou com os sons iluminados pelo Cristo", ele ainda foi além dizendo que "mal conseguia mover a pena com rapidez suficiente para transmitir o que estava ouvindo". Seu médico ao ser chamado disse estar diante de um processo criativo fora do comum, uma obra digna do próprio Deus.
         Muitos são os exemplos de Músicas "recebidas" como presentes para a humanidade, e diversas são as formas pelas quais elas chegam, seja por inspiração, sonhos, revelação, como queiram chamar. Quantas pessoas estão por aí recebendo essa dádiva, mas pelo simples fato de não possuirem uma formação musical essas músicas nunca serão conhecidas. Decididamente não acho que sejam fruto de uma criação puramente humana, não que o ser humano não consiga criar melodias maravilhosas, mas não como essas, que nos fazem chorar de alegria como se tudo o mais perdesse o sentido naquele momento. O Oratório Messias é dividido em três  partes:
Parte I - apresenta a Profecia e o nascimento de Jesus;
Parte II é a paixão culminando no "Hallelujah Chorus" e
Parte III que traz o tema da Redenção. Aleluia é a mais conhecida, e pra mim, a que mais emociona, por isso foi o vídeo que escolhi pra esse post. Espero que gostem. Beijosss!!!



domingo, 19 de junho de 2011

A Música na História

           Madrugada de 31 de março de 1964, data do início dos eventos que no dia seguinte, 1º de abril, culminariam com um golpe de estado que, encerrando o governo de João Goulart (Jango), criou um regime militar que durou até 1985. Época bastante sombria da nossa história recente, que trouxe mudanças profundas no quadro político-partidário e econômico, instaurando e legitimando a perda dos direitos (AI) e a censura. 
          Estudantes presos e presos desaparecidos, políticos perseguidos, músicos exilados. Com os acontecimentos de 1964, a conscientização popular aumentou e começaram a surgir protestos de todas as áreas ligadas à cultura. Na música popular, os artistas sentiram necessidade de compor canções de cunho social e isso culminaria com os festivais. Usando as palavras da minha querida amiga Rosane “Acho que esse foi o período da nossa história onde mais se fez boa música no nosso país”. O Brasil então viu nascer nas composições de nossos já conhecidos poetas e de novos compositores as mais belas canções, que traziam como tema a liberdade, o amanhã, o sonho de ver o país novamente livre e democrático. Foi nos Festivais de Música Popular, criados em 1965, que o povo brasileiro, por meio das músicas, voltou a ter alguma voz.


          Em  1968 uma das canções mais cantadas e que se tornou a canção-símbolo contra a ditadura foi "Pra Não Dizer que Não Falei das Flores" de Geraldo Vandré, a musica foi proibida, os militares se ergueram contra ela e Vandré partiu para o exílio. O FMP mais famoso foi o de 1967, entre as músicas que concorreram e ganharam estavam: "Ponteio" de Edu Lobo, "Roda Viva" de Chico Buarque e "Alegria, Alegria" de Caetano Veloso. Outra música de Caetano, "É Proibido Proibir", não foi entendida nem aceita pelo público do Festival de 68, mas ela prenunciou o início da época em que, no Brasil, seria permitido proibir. Por meio de suas letras esses artistas mostravam a indignação por um Brasil subjugado a um regime autoritário.
          Um dos cantores mais perseguidos pela ditadura foi Chico Buarque, esse homem usou seu talento para contestar e fazer seu desabafo contra a situação do país. Tendo silenciado Geraldo Vandré, os militares o elegeram como o novo inimigo do regime. Enquanto duraram a censura e o regime militar, Chico foi o compositor e cantor mais vigiado e censurado. A sua obra sofreu censura em todas as áreas, tanto nas canções quanto no teatro. Exilado de 1969 a 1970, Chico Buarque sofreu com a perseguição mesmo após o retorno ao Brasil. Em 1970, recém chegado do exílio, ele enviou a música “Apesar de Você” para tentar a aprovação da censura, tinha certeza de que a música seria proibida, afinal a letra era bem direta:
"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
..."

         Mesmo sendo tão clara, a canção foi aprovada, sendo gravada imediatamente. Já haviam sido vendidas milhares de cópias, quando um jornal comentou que o "VOCÊ" da música era o presidente Médici. Dá pra imaginar o que veio depois, o exército brasileiro invadiu a fábrica e confiscou todos os discos, porém esqueceram de destruir a matriz, graças a Deus. Em 1974, usando o pseudônimo de Julinho de Adelaide, para conseguir driblar a censura, Chico compôs "Acorda Amor", que não era óbvia como "Apesar de Você", mas também um retrato fiel do que ocorreu entre 1968 (logo após a decretação do AI-05) e 1976 quando "teoricamente" a tortura não era mais praticada pelos militares e verdadeiramente diversas pessoas eram arrancadas de suas casas e levadas para os DOPS e DOI-CODI´s espalhados pelo Brasil.
           É muito rica a produção musical brasileira nesse período, só pra citar alguns exemplos:
Cálice (Chico Buarque & Milton Nascimento) em http://www.magossi9.hpg.ig.com.br/calice.htm ;
Como Nossos Pais (Elis Regina / Belchior) em http://elis-regina.letras.terra.com.br/letras/45670 ;
Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré) em http://geraldo-vandre.letras.terra.com.br/letras/46168/  e Alegria, Alegria (Caetano Veloso) em http://caetano-veloso.letras.terra.com.br/letras/43867/ .
        Existem dezenas de outras músicas que retratam essa fase, uma pena não poder citar todas, mas o objetivo desse post foi mostrar que apesar, ou talvez por causa, da tensão, da luta, de todo tipo de perdas pelos quais o povo brasileiro passou (e passa), a música sempre está presente nas nossas "batalhas", e especificamente nesse período da História os compositores foram prodigiosos e essas músicas certamente serão eternas.

Beijos e uma ótima semana!

domingo, 12 de junho de 2011

LOVE IS IN THE AIR

            O Amor está no ar.... e como seria maravilhoso se isso fosse uma constante na vida de todos, não só o amor de casais, mas o amor que acolhe, que alegra, que contagia com um sorriso, que diminui a dor com um abraço. São tantas as formas de amar e esse AMOR maior está presente em gestos de gentileza, de carinho, de afeição e doação. E os exemplos modernos de doação são tantos, temos verdadeiros heróis - já que deixaram o exemplo -como Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Martin Luther King, só pra citar alguns. Esses seres iluminados sonharam e lutaram pra realizar um mundo melhor, por puro amor.
        Mas o amor de "hoje" dia 12 de junho, é o do Dia dos Namorados, dos Amantes, dos Casais Apaixonados que nosso Poetinha cantava tão divinamente: 
        "Assim como o oceano só é belo com o luar
         Assim como a canção só tem razão se se cantar
         Assim como uma nuvem só acontece se chover
         Assim como o poeta só é grande se sofrer
         Assim como viver sem ter amor não é viver
         Não há você sem mim, eu não existo sem você". Nossos poetas conseguiram criar músicas atemporais, Vinícius, Chico, Tom Jobim, Tim Maia, e tantos outros compositores nos presentearam com o melhor. Pensei em tantas canções pra esse post mas não achei justo colocá-las, afinal c
ada um de nós tem sua música, aquela que faz lembrar alguém, um momento.

        Tenho certeza que a minha música pra esse dia não é a da Rô, a de Léia, de Denise, de Sandra, de Ana, de Cintia, de Lucy, de Cassinha, de Cassia, Roseli, Mônica ou Erivânia, não é a de nenhuma de vocês, mas cada uma de nossas músicas é linda e traduz nosso romance, porque ela se encaixa perfeitamente na nossa história e tem a capacidade de tornar vivídos momentos que já passaram e que, às vezes, a gente acha que esqueceu, como aquele arrepio na espinha causado por um abraço surpresa, aquela discussão que depois perdeu o sentido porque ninguém lembrava mais o motivo, aquele passeio em silêncio, o dia em que tudo começou...ou acabou.
        Nós somos os personagens principais de nossas vidas e, assim como num filme, temos nossa trilha sonora e dia após dia ela vai sendo enriquecida por uma nova nota musical e somente nós mesmos sabemos e podemos reger essa orquestra de sons e cores que é o nosso "filme". 
        Então um maravilhoso 12 de junho e que você possa dizer e ouvir: Love You 'Till The End.



Beijosssss!!!!

         Sandra, parabéns amiga, você é uma guerreira e muiito querida pra mim. Feliz Aniversário e que Deus te abençoe e te ilumine sempre!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Músicas que tocam a Alma

        Eu simplesmente AMO música, queria poder vive-la 24 horas por dia, e pra cada uma dessas horas com certeza o repertório seria bem diferente. Sinto uma grande frustração por não saber tocar nenhum instrumento. Sempre digo a mim mesma – Próximo ano vou aprender a tocar violino, e entra ano, sai ano e nada de começar. Essa é a vida real!
       Pra mim a música é mágica, ela tem cor, tem nuances que variam dos tons mais puros aos mais confusos, ela tem cheiro – para algumas pessoas essa mistura de sentidos é apenas uma figura de linguagem, ‘Sinestesia’, pra mim é a magia da música - e principalmente: ela é viva! Quem já não teve uma música que marcou um momento especial de sua vida? Que traz lembranças boas ou tristes, que faz lembrar a infância, um amor, um cheiro? Chamam a essas ligações de Programação Neurolinguística, nome bastante pomposo, mas que tira seu glamour. A música é muito mais do que isso, é ela que dá sentido aos nossos momentos. Quem já não fechou os olhos e se imaginou viajando no tempo ou no espaço ao ouvir uma canção? Quem não tem uma música preferida?
       Adoro cinema, mas como seriam os filmes se não fosse a trilha sonora? Mesmo nos tempos do cinema mudo a música estava lá, presente, dando graça, leveza e emoção àquele início da Sétima Arte. O filme O Garoto, do gênio Charles Chaplin, é um maravilhoso exemplo do poder da música. O somatório da genialidade, interpretação e a música tocada quando tiram o menino do Carlitos, tornam aquela uma das cenas mais emocionantes do filme. Sobre a função da música no cinema, o celebrado compositor Bernard Herrmann certa vez disse: “A música na tela pode ir ao encontro e intensificar a psiquê do personagem. Ela pode investir uma cena com terror, grandiosidade, alegria ou miséria. Ela frequentemente eleva mero diálogo à estatura de poesia. É o elo de comunicação entre a cena e a platéia, alcançando e envolvendo esses elementos em única experiência". Concordo plenamente com ele, a alma do filme é a música, ela consegue imprimir cenas na nossa memória. 

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       Na postagem anterior citei a trilha sonora de O Fantasma da Ópera, mas quantos outros filmes ficaram marcados em nossa memória e coração não só pelo ator, pela fotografia, mas principalmente pela música. O Musical Hair, de 1979, é um desses exemplos, as músicas compostas para o filme são de uma beleza impressionante, elas vão crescendo e parecem explodir como fogos de artifício...


       Já a trilha sonora de um 3º filme "Em algum Lugar do Passado", de 1980, não possui a explosão de Hair, nem a grandiosidade da Orquestra de O Garoto, mas nem por isso  é menos bela, ao contrário, a sensibilidade e a melodia de Somewhere in Time parece aconchegar o coração e afagá-lo, se ao ouvi-la estivermos com os olhos fechados parece que ao abri-los alguma surpresa maravilhosa estará diante de nós, como aquele lugar que a gente encontra apenas nos sonhos. Então nossos sonhos estão por aí, em forma de música, de poesia, de arte e como disse o gênio : "Nunca se afaste de seus sonhos, pois se eles se forem você continuará vivendo, mas terá deixado de existir." Charles Chaplin. Beijos!

domingo, 5 de junho de 2011

Cinema e Música: Combinação Perfeita.

        Não sou especialista em nada do que gosto, então quando vejo um comentário dos críticos sobre um filme que ainda não assisti fico imaginando se dessa vez a minha opinião vai coincidir com a deles; geralmente isso não acontece..., mas tudo bem, pra mim o importante ao assistir um filme é rir, chorar, me emocionar de alguma forma. Um dos exemplos desse tipo de divergência de opiniões é o Musical "The Phantom of the Opera", de 2005, um dos melhores musicais que já vi, mas lembro que na época a informação era de que havia sido um fracasso de bilheteria. 
       O filme teve 3 indicações ao Oscar e não levou nenhuma estatueta, normal, muitos filmes maravilhosos não conseguem esse prêmio e nem por isso deixam de se tornar o filme preferido de alguém, seja por sua fotografia, trilha sonora, atores, enredo, todos esses pontos que fazem a magia que nos transporta no tempo e no espaço.
      Como se não bastasse o fato de ter conquistado milhares de pessoas, The Phantom tirou uma grande amiga da depressão, vamos e convenhamos, não são muitos os filmes que conseguem esse "milagre".



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        O Maestro Andrew Lloyd Webber é realmente um gênio, suas composições são pura sensibilidade e inspiração e a refilmagem de The Phantom trouxe de volta aquela sensação de nostalgia e amor não correspondido que os filmes antigos mostravam tão bem, e claro, a escolha de Gerry para o papel de Erik foi perfeita, não consigo imaginar outro ator para esse papel.


       Falando em Erik, existe uma continuação escrita por uma amiga muito querida, Rosane Fantin, do romancesaovento.blogspot.com, o romance escrito por ela é maravilhoso e com um Erik mais apaixonante, ela lhe deu a dignidade que ele merecia. Ainda bem que a ficção nos dá a possibilidade de tornar a vida mais bela e justa, assim como num sonho. Acredito que seja essa semelhança com os sonhos que faz do cinema esse portal mágico que nos encanta.

E tudo começou...

Esse blog começou por basicamente 3 motivos: o 1º e determinante foi o fato de eu não conseguir deixar um comentário no blog da Rosane, do qual sou fiel seguidora, o Romances ao Vento; o 2º foi o incentivo dessa amiga tão querida que acredita que eu consiga ser criativa e postar temas interessantes e o 3º também foi um incentivo, mas o do meu querido Alexandre. Portanto a todos que porventura vierem a vistar esse blog e ler suas palavras espero poder passar algo de mim, das músicas que amo e de como elas encantam esse mundo, dos filmes que nos fazem viajar e sonhar e de tudo mais que traga alegria a nossas vidas. Beijos!